domingo, 8 de junho de 2008

Medo de ser o que se é!

Para ler escutando Nem luxo, Nem lixo ( Rita Lee)



mudou?
Acompanhada de meu expresso
forte, recomeço...
Às vezes, acontecem coisas que balançam a base de nossas opiniões. Somos metamorfoses ambulantes, como já dizia Raul. Escrevo sobre a humanística, especificamente a percepção que temos "do outro". Pois bem, é incrível a formulação que fizemos de uma pessoa, assim que a enxergamos. No primeiro olhar já se faz algum juízo, é natural, é humano, olha-se e dali já saiu o pré-diagnóstico. Inevitável, existem pessoas que realmente não nos descem, outras é amor instantâneo. Há ainda, as que surpreendem e mudam completamente a maneira como são vistas. Pode ser uma palavra, uma atitude e como um passo-de-mágica se transformam. Por estas, eu tenho verdadeiro encanto, as que guardam certo mistério, que você não dá à mínima e de repente se mostram muito diferente do que pensávamos. Bom, é verdade que nem sempre esta surpresa é encantadora, existem pessoas maravilhosas que a primeira letra nos remetem a sair correndo. Pois bem, a realidade é que construímos as pessoas de acordo com nossas percepções e princípios e não o que essencialmente são. É fato, cada pessoa é uma pessoa para cada pessoa que o vê.
Até o momento falo da parte introdutória, fase da convivência social. O que me angustiou em um sábado, já havia a muito passado da fase de introdução de relações sociais. São como sinais, a primeira percepção foi aquela “boa”, a segunda ao pouco conhecimento via-se o tom de marketing, tão valorizado na sociedade de hoje, a meta é mascarar-se. Então, falo da mentira que as pessoas criam para vender sua própria imagem. Agem como vendedores de si e tentam, ao último, esconder suas imperfeições. Sempre fui adepta da verdade, aos poucos vou tentando aprender a aprender a não me iludir que ela é regedora. Sim, porque o que vimos é a criação de uma massa de mentirosos, covardes, incapazes de serem francos pelo medo de perder. Não haveria outro caminho já que os maiores formadores de opinião da atualidade possuem este perfil. É o que vimos todos os dias através de aparelhos alienadores abancados em nossas casas. Mais covardes ainda são os que se prestam a escutar passivamente as mentiras diárias, seja nas próprias relações, seja pelos meios de comunicação.
A grande pergunta que me faço é: por que a mentira toma dimensões tão grandes em nossas convivências? Talvez, não seja o medo de perder que os faça, talvez, seja o medo de não ser. Inúmeras razões existem, mas todas caracterizam a covardia. Se não há coragem ou capacidade o suficiente para sustentar-se a verdade, nada mais merecedor do que a ilusão. Explicada a população medíocre que se prolifera em proporções exponenciais.
Drástico, provável que o rancor ainda esteja perdurando. Tento me desprender do princípio de que as pessoas não optam primeiramente pela sinceridade, porém certamente não desprenderei jamais de tê-la como princípio próprio. Vai ver é por isso o meu encanto com o inesperado ou simplesmente por amar o que é natural. Quero saúde para gozar no final...

Um comentário:

Caroline Arice disse...

Esse medo da interatividade é muito mais que lastimável, viu.
Na verdade eles matam qualquer chance de democracia. Realmente falta, em primeiro lugar, interesse por parte deles.

E, com certeza, é mais provável que a Janis Joplin esteja no Paraíso do que D. Pedro, viu.

Te adicionarei.