Para ler escutando: High tide or low tide (Bob Marley versão Ben Harper and Jack Jhonson)
Adoentada em casa, duas semanas longe da noite, o que pra mim é quase uma eternidade nas últimas safras*...bem longe de estar quase morrendo. Sim, ao contrário de muitos relatos que já li e escutei, eu nunca precisei quase morrer para dar valor à minha família e amigos. Sempre prezei um bom chimas no final de tarde, boas risadas, um boteco qualquer com boas companhias. Troquei muitas vezes uma festa por uma janta com a família, um feriado na lagoa com os pais e seus velhos amigos. Por coincidência ou não todos os amigos que permanecem em minha vida são providos destes hábitos. Voltando ao ponto inicial, foi estando adoentada e refletindo sobre meus amigos que pude lembrar do seu valor, um por um, e me sentir emocionada em tê-los por perto ou mesmo de longe. Poder sentir-se amada em qualquer seja a circunstancia é algo imensurável, é daquelas coisas que somente quando nos redimimos ao que realmente somos, e não as mascaras que vestimos todos os dias quando acordamos, é que podemos enxergar o seu valor. A mascara de que falo é a roupa que vestimos, o que comemos no almoço, o status que sustentamos, o carro que dirigimos, as responsabilidades do serviço; sim tirando essa mascara na hora de dormir lembramos que se acordássemos desprovidos disto tudo certamente poucos estariam ao nosso lado, esses poucos são minha razão de viver. Necessidade são essenciais. Desejos são necessidades inventadas.
Meus amigos, minha família vocês são vitais, sem vocês não existiria força para acordar e ir a luta todos os dias, só com vocês posso dormir sossegada sabendo que a casa não irá cair, o alicerce é forte!
*safra = vocabulário privado!

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